Dois dias, duas canções Poderíamos louvar Bom trabalho Filetes de ar Ainda não Ainda assim lagar Francisco, cuide, por amor, de todas as mulinhas do pais
O coração, feito suricato Trança o ombro de um amigo Imaginário que seja E mantem silencio Vigiam juntos a savana A lembrança das arvores Dos reflorestamentos Logram tento outras chuvas virão Quem sabe os verões Mudem de cor Uma ave no céu Outra a ciscar o solo do limoeiro O verso, parlenda tropo, jacupemba, um beijo Um tordo grita uma nota, depois três
silábico, não fosse um encontro de ponte um esbarrão de moratória, antes dela chegar brasis são assim, suas passadas enérgicas pelo samba, pele bamba, ronda, redonda e quarto sinto não ter veia literária, uma escrevedora de diários tal e qual artesã de primeira viagem igual chinelas de morro depois do batuque tenho flores de ancoradeira, quase lhes tiro o dom o amor, eu o transvisto de suspiro ingênuo sendo eu o zas de uma estrela que desancou
estamparias na janela Diante do carretel Desses de maquina industrial Vi pespontos desfiados Eram trinta retalhos Para trinta sacos de dormir nenéns sem asilo Para V. Grimaldi
A janela pequenina, cortina de canoa Singelo compromisso giramundo Caixas, cacos, papelão As singularidades da multidão Nada se perde ou cria, vai o mundo A natureza e novo apelo Virandando, carinhando Inefável prece para os trabalhadores da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis Natureza Viva - Governador Valadares MG, Brasil
Flor amorosa Azul de outono Rio tortuoso Estranha dança de agulhas Da espessura de um fiapo Azul de outono A tisnar o índigo Fractal em barranca Lua, a ciranda já viria Azul de outono Um retalho no dorso da mão O coração guarda um tesouro
Syrah Lírio A mesa posta Pão, vinho, chicória a lagareiro As mãos amáveis sobre o guardanapo Tudo essências, tudo despedida Último encontro na Terra De um dos irmãos, um lírio O charco, ao saber da intenção Tratou de olorar Em tempo: Efigênia O verso espontâneo aguardava momento para a dobradura com papel de bala sempre haverá balas nos guarda-roupas das avós